Celebrar Solstício de Verão

Conhecer a história da Quinta da Fidalga

Celebrar o Solstício de Verão: quando a natureza se transforma em sala de aula.
No dia 20 de junho de 2026, a Quinta da Fidalga, no Seixal, recebeu a Celebração do Solstício de Verão, uma iniciativa promovida pela Escola do Círculo, em parceria com a Unisseixal e com o apoio da Câmara Municipal do Seixal.
Mais do que assinalar a chegada de uma nova estação, este encontro foi um convite para viver conscientemente um dos momentos mais simbólicos do ciclo anual da natureza.
Ao longo do dia, os participantes percorreram os jardins da Quinta, conheceram a sua história, refletiram sobre o significado do Verão e da configuração simbólica deste novo ciclo, meditaram, abraçaram uma árvore centenária, realizaram práticas de presença, criaram mandalas e partilharam as vivências despertadas por esta experiência.
Cada atividade foi um convite a observar que a natureza não existe apenas à nossa volta; ela também se manifesta dentro de nós. Assim como as estações transformam a paisagem, também a vida humana é feita de mudanças, amadurecimento, pausas, renascimento e expansão.
A criação das mandalas tornou-se um momento privilegiado de expressão interior. Por meio das formas, das cores e dos símbolos, cada participante pôde reconhecer aspetos do seu próprio percurso, num ambiente de escuta, respeito e acolhimento.
A celebração reforçou ainda a importância da comunidade. O almoço partilhado, as conversas, os momentos de silêncio e os gestos simples de cuidado lembraram que o crescimento individual ganha mais sentido quando vivido em conjunto.
A iniciativa contou com a colaboração preciosa de Margarida Santos, cujas reflexões enriqueceram profundamente o encontro, e de Ana Apolinário, que conduziu o grupo pela história e pelo património da Quinta da Fidalga, permitindo estabelecer uma ligação ainda mais profunda entre o lugar, a memória e a experiência vivida. Celebrar o Solstício é reconhecer que pertencemos à mesma roda da vida que move a Terra, as árvores, os rios e o céu. É recordar que somos natureza e que, quando nos permitimos caminhar ao ritmo dos seus ciclos, reencontramos o nosso próprio centro.
Mais do que um evento, esta foi uma experiência de presença, de aprendizagem e de comunhão, confirmando que a educação também acontece ao ar livre, na contemplação, no silêncio, na criação e na partilha. A natureza como mestre, a experiência como caminho e a mandala como linguagem.

Vivências - Uma aula diferente na Quinta da Fidalga

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