Uma vivência diferente
O pôr do sol como mandala: uma experiência de contemplação, criação e autoconhecimento
No âmbito da disciplina de Mandalas Terapêuticas, a turma da Unisseixal viveu uma experiência diferente e profundamente significativa em Cacilhas, tendo o pôr do sol como inspiração para um momento de contemplação, meditação e expressão criativa.
O encontro começou de forma descontraída, com tempo para conversar, observar a paisagem e partilhar um lanche junto ao rio. À medida que a luz se transformava, o grupo foi-se recolhendo ao silêncio, preparando-se para viver conscientemente a passagem do dia para a noite.
Partindo da reflexão sobre o simbolismo do amanhecer e do entardecer, explorámos os ciclos da natureza e da própria
vida. Cada início contém um fim, e cada fim anuncia um novo começo. Reconhecer essa dinâmica é também reconhecer o movimento permanente da existência e da nossa transformação interior.
Durante a meditação, o horizonte tornou-se um convite à presença. Depois, através da criação das mandalas, cada participante deu forma às emoções, intuições e imagens que emergiram daquele instante.
Na partilha final, surgiram reflexões profundas sobre o amor, os limites, a dualidade, as mudanças e os desafios que fazem parte do caminho de cada um. As mandalas revelaram-se, mais uma vez, instrumentos de autoconhecimento, permitindo tornar visível aquilo que muitas vezes permanece em silêncio dentro de nós.
Mais do que assistir a um belo pôr do sol, esta experiência convidou-nos a compreender que a natureza pode ser uma grande mestra. O ritmo do céu recordou-nos que a vida é feita de ciclos e que, tal como o sol se despede todos os dias, também nós somos continuamente chamados a confiar, a deixar ir e a abrir espaço para o novo.
Foi mais um momento em que a aprendizagem aconteceu para além da sala de aula, fortalecendo os laços entre o grupo e confirmando que a educação também se faz através da experiência, da contemplação e da partilha.
Contemplar o pôr do sol é também contemplar a nós próprios. Quando a natureza abranda, a alma encontra espaço para falar.
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