Visita ao Cromeleque dos Almendres

Centro histórico de Évora

Visita de Estudo ao Cromeleque dos Almendres: uma experiência de aprendizagem, ancestralidade e convivência.
No âmbito da disciplina de Mandalas Terapêuticas, a turma da Unisseixal realizou, no dia 20 de maio de 2026, a sua primeira visita de estudo ao Cromeleque dos Almendres, em Évora, um dos mais importantes conjuntos megalíticos da Europa. A iniciativa teve como principal objetivo proporcionar aos participantes uma experiência vivencial que permitisse compreender, através da observação e da presença no lugar, a profunda relação entre a geometria, a natureza e a espiritualidade que caracteriza este monumento ancestral. A disposição circular das pedras, construída há mais de sete mil anos, aproxima-se simbolicamente da estrutura das mandalas, representando a busca pelo centro, pela harmonia e pela ligação entre o céu e a terra. Esta experiência permitiu aos alunos reconhecer como diferentes culturas, ao longo da história, recorreram às formas circulares para expressar a ordem do universo e a integração entre o ser humano e o cosmos. Durante a visita, o grupo caminhou entre os monólitos, realizou momentos de contemplação e meditação, refletiu sobre o significado simbólico do Cromeleque e criou mandalas inspiradas na energia e na beleza do local. A partilha das experiências reforçou o caráter terapêutico da atividade, promovendo o autoconhecimento, a escuta e a conexão entre os participantes. 

O programa incluiu ainda um almoço de convívio e uma visita ao centro histórico de Évora, passando pelas suas arcadas, pela Sé e pelas emblemáticas rosáceas, permitindo integrar património histórico, artístico e cultural numa mesma jornada.
Mais do que uma visita de estudo, esta foi uma experiência de encontro: encontro com a ancestralidade, com a natureza, com a história e, sobretudo, uns com os outros. A primeira viagem da turma ficará certamente na memória de todos como um momento de aprendizagem significativa, inspiração e fortalecimento dos laços de amizade que se constroem também fora da sala de aula. Aprender é, muitas vezes, colocar-se a caminho. E foi exatamente isso que vivemos neste dia inesquecível. Há lugares que se visitam e há lugares que nos visitam. O Cromeleque dos Almendres foi um desses lugares. Regressámos diferentes, porque levámos connosco a memória das pedras, o silêncio da paisagem e a certeza de que caminhar juntos também é uma forma de aprender.

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